A Portuguese Horror shortStory




«I told them it was a stupid idea to stay...

Seriously?!

Picture this, four youngsters standing there, mesmerized by the sheer sight of that huge manson that blopped out of nowhere...

and I did told them not to go inside, but
                                  noooooo,
                                                             nobody listened to me.
They never listen to me!



Chicken! Poltroon! They called me...

But I knew it. I knew it, I knew it, I knew it!

I knew it was going to happen, and then one by one they started to vanish into thin air. One by one. I never understood it it always as to be one by one? Why in this haunted houses stories everybody procrastinate what I knew, what everybody knows that always happens and you I'll find out that happened this time also. Even so... One by one they started to disappear.


And the screams?





                                Jeez...




Only God knows the chills we felt whenever another cry echoed over the decrepit wallpapered walls.



But still, when I told them not go inside, they didn't listen. I mean no good could come from houses that appear on a abandoned lot in a cold full-mooned Friday 13th at midnight, right? Nooo... they had to go inside and take a peek inside!

First Carla disappeared into a closet. I said: "Are you happy now? Can we go now?", but then again she had the car keys we had to look for her, so I shushed and kept on.

Sadly I was right from the start when I said that this could happen... we found Carla lying on a bathtub on the upper suite bathroom holding her head in her between her pretty hands with the keys jammed into her left eye!



 If they were not alarmed by me before going inside you might think that this should have made them fell to their senses and scram as fast as they could from there. Nope they wanted to unravel the mystery of the bloody house! Can you believe that?

I started another rant as we went throughout the upper floor on why we shouldn't be there and why we should get into the car right about then, when Gonçalo who was just about to open the door of the library turned around laughing. not a normal laugh, you know? Kind of a giggle, like the ones that controls your mind and you can't stop... in another words an hysterical giggle.


But I couldn't blame him, he was staring at the place where his hands were supposed to be, with that crazed expression you would also have as soon as you realize that the cold chill you've felt on your wrists when you tried to turn the door, was the cold "swoosh" of a falling blade. I was going to say "I told you so" but he vanished through the trap door that opened beneath his feet, and it was the last we saw of him, as he kept hearing that giggle until the squishy noise of someone hitting the floor after a five storeys fall.When I thought that the idea was pretty clear on what was going to happen to us if we stayed there Beatriz had the funniest epiphany ever, "we should get out ofthe house!"

We were running to the door an d I was about to comment on how I told them not to go inside in the first place when you grabbed me...


I didn't saw what happened to Beatriz, I mean, I caught a glimpse of the two spikes thrusting upp from the floor impaling her but I don't know if that killed her. But if yu ask me that you but as old as having me here strapped to this Spanish-inquisition-like chair don't ou think? I say I deff..............»

His words where silenced by the falling of an axe that severed his head in two just above the jaw line. You know, even ghost have limited patience!

Não sejas indiferente ao teu PM!!! Não à desobediência civil -> Prepara-te


Edição limitada corre que esgota ou fecham as lojas de cidadão para contenção de despesas :p

Simnhatuduísmo
Venho por este meio anunciar o meu novo Credo!



 SIMNHATUDÍSMO! - Sim - a - tudo - ismo ou na sua origem latina Sibittotuismus


Diz-se do movimento, doutrina e/ou escola, que põe de manifesto uma forma de vida na qual, em caso de dúvida e ante qualquer problema, questão ou matéria em debate, a postura a tomar em conta como resolução definitiva será a afirmação sem condicionantes.

Não confundir com o Xintuísmo  (em japonês: 神道, transl. Shintō, segunda corrente religiosa do Japão que é bastante séria e não está nada mal, por acaso), nem com  o Tudismo (que é aquela que professam os que sabem de tudo e de nada ao mesmo tempo, ver blogue do meu pai - Devaneios de Vida -), nem com o Toucinho (que então se fôr do céu, é um espectaculo mas tal como o poste não tem nada a haver)





Assim substituo a máxima " En caso de duda,... la más tetuda!" por " En caso de duda,... sí a todo!" (muito importante em caso de duvida...)

Liberdade é...
Em breve...
Porquê o Harrison?

(nota prévia não tenho nada contra nenhuma especialidade médica, creio que todas são importantes. No entanto ensinaram-me a acreditar que o importante era o doente, não a doença, não os MCDT’s que podes pedir ou o carro que tens na garagem por isso espero que ler isto implique um exercício de raciocínio que vá além do exagero que uso para marcar essa posição)

Mas afinal porque tanta merda com o Harrison? É só um exame…é só uma especialidade que vais escolher e em qualquer uma delas recebes bem com’ó caralho! Vais em breve ter aquele Mercedes-Benz…’tás-te aí a queixar para quê?

Ora bem acabas o secundário e se entraste à primeira, passaste tudo à primeira, convenceste as secretárias a dar-te os papeis correctos no prazo certo e estudaste bem o exame, acabas este périplo aos 24 anos. E se vens de uma família humilde mas que não teve bolsa ao contrário do teu tio que aufere o salário mínimo nacional, mas que tem o tal Mercedes na garagem em nome do cunhado e teve escalão A para os filhos, chegas ao final do curso com o sentimento de dever cumprido mas a necessidade de finalmente começar a rentabilizar o curso que implicava os Verões a virar hamburguers, em vez de ir à Suiça esquiar com os impostos que não pagavam… E aqui começam as dificuldades e a angústia de quem tem que estudar o texto que o Diabo redactou numa noite em que se sentia particularmente chateado, … irritado, … bem… fodido, vá! com as almas dos que acabavam o curso de medicina. O raças da nota vai ser a que decide se vais ficar perto das pessoas que conseguiram aturar-te mesmo quando o teu tema de conversa nos meses de Fevereiro, Junho e Setembro apenas conseguiam ouvir-te “rampaging about” as mais mirabolantes variantes anatomofisiológicas que tinhas orgulhosamente estudado para os exames, ou se vais para onde Judas perdeu as botas e começar tudo de novo outra vez. Não tenho nada contra novas experiências mas o resto das pessoas que escolhem cursos normais têem amigos da faculdade que de uma maneira geral vão ficando por perto por esta ou aquela razão ou porque simplesmente lhes apetece, liberdade que é vectada pelas 5 posições que vos separam e obrigam um a ir para Bragança e outro para Faro (mais uma vez sem prejuízo contra uma ou outra cidade)

A mesma nota vai determinar o tipo de médico que és e o teu lugar na hierarquia médica que com as devidas salvaguardas (eu gostaria de ser Med Interna, Med Familia, Anestesista, Pediatra ou Cirurgião Geral) impõem uma visão do Med de família como o nabo que passa análises e exames de acordo com a ultima página do e-doctor patrocinado pela Pfizer determinou ao paciente para exigir, o Med interna é uma figura etérea, e o resto é que cura povo… Na realidade não é necessário erguer uma estatua aos médicos (ou a mim para os que me considerem egocentrico), mas respeito até os bichinhos gostam e é triste seres médico de família e saberes que os teus paciente foram à urgência confirmar com outro clínico geral que não os conhece de lado nenhum e tem apenas 15 minutos para a consulta (mas como é do Hospital as pessoas não sabem que pode inclusive estar menos certificado que o médico de família) se deviam tomá-los. E pior seres pior pago que o colega que não faz noites, que não faz urgência, que se dá ao luxo de recusar doentes que mesmo que a sua patologia principal seja da sua área basta que tenha outro órgão envolvido que o manda para o internista. E quando eu falo de ser pior pago digo na ordem de 100% pior pago! No entanto, como se ganha mais que o resto dos licenciados é obsceno reclamar!

E o suporte emocional que é necessário à nossa profissão esfuma-se…não falo de psicólogos nem de que somos uns coitadinhos mas não acham que um médico seria muito mais saudável se tivesse uns amigos para ir beber uns copos nem que seja de coca-cola no final de um turno? Mas não, os que não entram nessa especialidade trabalham em 4 sitios diferentes para alcançar um estilo de vida que os coloque no mesmo patamar que os colegas que vêem 4 doentes por turno caramba e que naturalmente têem tempo para discutir entre eles em que país vão comprar a nova colecção da Louis Voiton para expiar o stress de ter visto mais dois pacientes do que os que permitiram ao chefe de equipa agendar. E eu não quero uma Louis Vuitton, aliás sempre achei que se quisesse dinheiro na altura teria escolhido outra profissão e teria enriquecido sem tantas complicações ou responsabilidade. Não digo que tem que haver um dermatologista às 4 da manhã em todos os Hospitais mas se calhar no dia seguinte quando ele vem chega sempre dentro de um horário fixo, exclusivo da instituição que lhe paga essas horas e que veja os doentes que humanamente seja possível nesse horário de modo a não obrigar as pessoas a marcar consulta no seu consultório privado dando a ideia de que o triador, o med de família ou internista que duvidou do que poderia ser e requisitou a sua sapiência é um pobre diabo. E já agora porque não trabalhar em equipa? Porque é que um Ortopedista na urgência só vê trauma e depois da meia-noite só se realmente estiver escaqueirado senão fica a curtir analgesia porque só de manhã é que vê a fractura reduzida? Porque é que os cardiologistas não vêm FA’s sejam elas de novo, em contexto infeccioso ou com RVR? Porque é que os ORL só vêm um Sd vertiginoso depois de descartar se é central (que eles também sabem fazer) por um médico de clínica geral que provavelmente só se lembra que Dix-Hallpike determinou que 97,4444% das vezes o nistagmo era vertical em caso central e que a manobra de uns tipos quaisquer era útil na determinação de VPPB uma das causas mais frequentes de Sd Vertiginoso ou será que era ao contrário? Não sei se é assim em todo lado mas a idiossincrasia da realidade não deve andar muito longe, mudando apenas o nome da especialidade ou a maleita.

Ainda acham que é de ânimo leve que uma pessoa estuda? Que é só por capricho que nos espumamos contra o ridículo da PNS e as suas implicações?
O que é o Harrison?

Decorrente da minha publicação anterior tinha que explicar o que é o Harrison… das 5 pessoas que lêem o site 1 não é médica (ora bem temos eu, o meu alter-ego, o infra-ego, o Javier e um incógnito e gentil leitor que resignado naquela noite em que não a internet insiste em apresentar o meu blogue como hit relevante quando ele procura “gajas boas”, que eu não conheço mas sei que existe) e para ela vai toda minha tentativa de tentar traduzir em palavras esse momento da vida de um jovem médico em que o Harrison é tudo e tudo é o Harrison.

No mundo real Harrison foi Tinsley Randolph Harrison (18 Março, 1900 [“a date which will live in infamy”] – 4 Agosto, 1978 [data que passou a fazer parte do meu calendário de celebrações, tendo já pedido à Teresinha que nunca mais me escale esse dia tal como o dia 11 de Set (meu aniv) e o dia 5 Junho ( que foi quando consegui comer um Perna de Pau sem que a nata me sujasse as mãos todas]), que um dia descendente de uma família de seis gerações de médicos que decidiu ser professor e deixou um livro que pensava ele iria servir o propósito de condensar numa publicação os (atenção ao título do livro) PRINCIPIOS de medicina interna, que para os comuns mortais é uma especialidade fantasma (quem não ouvi já: «”…medicina interna, ai! que giro, imagino que tenha estudado a medicina da parte interna do corpo, mas eu perguntei que especialidade queria?” – “Medicina interna, já lhe disse!” – “Hummm e isso cura o quê?”), mas que na realidade é a especialidade que deveria (mais do que ser uma vertente não declarada da geriatria) que se encarrega de integrar o conhecimento médico no todo que é o humano e não nos seus constituintes como fazem ginecologistas que altruistamente trabalham onde os outros se divertem e ignoram o que é a linha de Ellis-Damoiseau ou as suas implicações no sistema respiratorio quando um CIN agressivo descompensa uma insuficiência cardíaca congestiva severa e provoca uma congestão pulmonar que leva a um derrame pleural por descompensação da lei de Starling que regula a produção e absorção do liquido pleural presente entre as duas folhas…


Assim ele pediu aos seus “amiguetes” que escrevessem um capítulo para o seu famoso compêndio. Ora já o povo diz (e o comunista que há em mim valida) que “Cada cabeça sua sentença” tendo saído uma salganhada de métodos e formas de contar uma história que constitui o pior pesadelo para o naturalmente obsessivo-compulsivo estudantes de medicina, habituado a estudar de forma esquemática os titânicos algoritmos de estudo de uma doença (Doença X -> descrição geral, fisiologia, patofisiologia, semiologia, diagnostico, tratamento, prognóstico; Doença Y -> descrição geral, fisiologia, patofisiologia, semiologia, diagnostico, tratamento, prognóstico; Doença Z -> … [“got the idea?”]).
O problema é que o Harrison's Principles of Internal Medicine é a bibliografia adoptada para a PNS, incidindo sobre os cinco bloques principias (Cardio, Nefro, Pneumo, Gastro, Hemato)

E vocês dizem, qual é o problema? O Wilhem Kempf tem que saber de cor as mil e não sei quantas páginas que tem o repertório de sonatas de Beethoven! Estudas aquilo e pronto…

Nessas páginas Wilhem Kempf não tem que indagar porque é que aparece # nem se isso será relevante… porque para Beethoven, como para ele é indicativo de um sustenido e ‘tá lá é importante, senão não estava, mas quando enfrentas o Harrison pedem-te que atentes que os critérios da National  Cholesterol Education Program e da International Diabetes Foundation para o Sd X incluem a medição da circunferência abdominal diferindo os valores de acordo com a etnia em questão, assim, 94 80 | 90 80| 85 90 cm são os valores para homem e mulher, Europeu, Sub-sahariano &Médio Oriental |Asiático, Chinês & Sul Americano | Japonês, respectivamente. Isso é relevante??? Pode ser caramba, não sou um nazi das coisas simples, porra, mas em que medida é que isso me vai tornar mais apto para ser Dermatologista ou Médico de Família? Portanto é relevante? Vão perguntar no exame? E a prevalência da miocardiopatia de Tako-Tsubo que afecta maioritariamente mulheres pós-menopausicas submetidas a uma forma de stress prolongado, excepcionalmente extremo stress mental ou físico (este ultimo em apenas 20% dos casos, o que nos faz pensar que para ser mulher e menopausica e sobreviver é preciso alcançar o estádio iluminado do Dalai Lama) se calhar este é importante (e ‘tou a falar a sério, esta porra mata mesmo! http://www.takotsubo.com/) mas será importante  garantir que o recém médico o saiba? O mesmo que está a fazer este exame para em breve vai abraçar uma especialidade e deixar para trás (infelizmente é assim) grande parte do que aprendeu sobre clínica geral, chegando ao ridículo de estar a praticar dermatologia e lembrar-se desta merda que o diferenciou do 97% que tirou o número 2 que escolheu a outra única vaga de Neurorradiologia, mas não saber que sibilâncias respiratórias presentes numa qualquer atopia que lhe chegue às mãos por eritema exuberante se trata, alem de com corticoides (de acção rápida) como é seu apanágio para qualquer maleita dermatológica, com beta-agonistas de acção rápida como broncodilatador por excelência? Tanto que precise de chamar um médico, que ele já não é?!
E nestas cogitações passas tu uma Primavera em que os teus amigos telefonavam no princípio a perguntar se querias ir dar o primeiro passeio fotográfico pelos campos recém floridos e tu respondias que não porque ainda não leste como que o gene XPTO é responsável pela doença que mata um habitante por cada 25 anos no Oeste Americano! Um Verão em que apenas dois amigos e a tua namorada te perguntam a medo se queres ir dar um mergulho atrás de um escudo anti-motim com medo de apanhar com o Harrison voador! Um Outono em que só as pessoas com quem vives se aproximam para dar-te banho com uma mangueira de alta pressão ou para empurrar-te uma refeição quente por baixo da porta para não verem o bicho hipersalivante, barbudo, fotofóbico curvado sobre fotocópias A3 roídas e escrutinadas até ao último minuto antes do exame, nesse dia prensadas e decoradas com as cores do arco-iris em versão Pelikan fluorescent marker.

Os que tiram mais de noventa vão achar isto um exagero. Claro o terror que os pais expressão ao psiquiatra que visitam pela PTSD que os assola desde que os viram a chorar na relva a rezar com ar de quem entra em transe impede-os de os recordar que só com choques eléctricos os conseguiram trazer à realidade, e como na realidade eles podem escolher uma especialidade que dá dinheiro sem fazer nada (aparentemente o principal critério de quem escolhe nos lugares de cima [e digo-o consciente que há excepções e que mesmo que tirasse 100% jamais faria Dermato ou primos]. Mas também são sempre aqueles que durante a faculdade te diziam que o exame tinha sido horrível e depois abanavam sub-repticiamente o 20 na cara do teu suado 15, portanto também não é de esperar outra coisa dos representantes do mínimo denominador da baixeza académica.

Os que tiraram uma boa nota vão rir porque na verdade é parecido com o que viveram num registo cómico, mas real para os filhos da puta que tiraram 90’s e..., e vão escolher anestesia porque querem ter um sitio tranquilo onde apenas os beep’s dos aparelhos que decoram o bloco incomodem a leitura do diário económico ou da Hola! Versão tablet/smartphone. E afinal eles sempre puderam fazer anestesia noutro sítio que apenas lastimam porque não havia sinal GPRS

Os que ficaram aquém das expectativas vão dizer que era assim que deveriam ter feito para conseguir a posição 456.

Os que se espalharam redondamente, nunca vão ler esta crónica porque só a palavra Harrison no título provoca ondas de raiva que implica camisas brancas que apertam atrás e injecções de clorpromazina.
O meu irmão Harrison

Aqui há dias por intermédio de “Deus” tropecei num site chamado “O meu amigo Harrison”. Neste site, uma torturada alma, como eu (que egocêntrico estou hoje, como nós) que enfrentamos a hercúlea tarefa de se candidatar a um lugar ao sol na escala filogenética da carreira médica ante o mais absurdo dos trabalhos que os olímpicos senhores nos impõem, explana truques e dicas para descrita antítese do “savoir faire” que nos é exigido como profissionais.

Como sempre na minha vida o tropeção ocorreu meses depois do momento em que teria sido útil eu precisar dele, tornando a perfeita imagem de uma fonte de ambrósia eternamente jorrando com virgens voluptuosas que é para um mísero condenado à PN encontrar o Harrison sistematizado e sumariado com critérios que fariam empalidecer tão célebre defunto sábio da Medicina Interna, numa ode à ironia descrita na perfeição nos versos da Alanis Morrissette “[…]it’s a free ride when you’ve already paid/ it’s the good advice that you just didn’t take […]”. Para que me entendam os leigos é como encontrar uma bíblia na série de livros “… for dummies”… ‘péra lá e como é que eu explico aos laicos??? (bem vocês devem fazer uma ideia, senão toca a ir à Fnac comprar uma bíblia, para depois…got the picture?)
E tudo isto para quê? Porque como na canção supra citada “life has a funny way, of bringing you down when you everything’s OK, and everything blows in your face/and life has a funny way of bringing you up when you think everything’s goin’ wrong” (o leitor já deve ter percebido que ‘tou a ouvir Alanis nesta altura) depois da hecatombe que foi o exame (e aqui, os leitores leigos, têm que entender hecatombe como algo drástico mas que nada tem a haver com a capacidade do médico, como explicarei à frente, e, os cristãos, que Deus não te sussurra as respostas ao ouvido E EU FIZ UM O EXAME NUM SEMINÁRIO E SÓ ELE SABE COMO ATÉ A ELE EU PEDI AJUDA, portanto se ele não estava lá vocês têm que pôr em causa o principio da ubiquidade do Senhor)1 … onde é que eu ia… ah! depois da hecatombe ver o trabalho realizado pelo penado Daniel Pinto, lembrou-me que este exame me implicou tantas esforços, tantas penas que deixei de escrever como forma de expugnar o fel que me corrói as entranhas e portanto, se bem que fazer a merda do exame me soube como o tramadol depois de assegurado o quadro de colecistite aguda mediante as mãos do cirurgião e o manipulo com o cristal de quartzo e o seu efeito “piezoelectrico” de um ecógrafo, escrever está a ser para mim hoje a cara de satisfação dos pacientes já sob efeito de propofol&amigos a milímetros de distância da enorme “prateleira” da anestesista que de forma recorrente entra nas minhas fantasias “cirúrgicas” mais arrojadas.

Recuperado assim da minha letargia literária senti a urgência de rectificar o trabalho de resto impecável do pobre diabo e sugerir uma alteração urgente ao título da página.
 O meu amigo Harrison…pfff que raio de eufemismo é esse? O cabrão do livro só pode ser irmão!!! Não daqueles pequeninos, fofinhos que as colegas que estão a ler a crónica (como se conhecesse alguma que o fizesse) e vão escolher pediatria estão a imaginar. Não meus amigos, é um daqueles irmãos mais velhos, sadicamente retorcidos que te incitaram a experimentar uma malagueta injectada com piripiri e recoberta de wasabi e tiram fotografias para pôr no facebook e põem o vídeo no youtube  de ti à procura de água que não encontras numa garrafa para o efeito já que fora substituída pelo mesmo realizador por vodka saída de uma destilaria rural das terras perdidas de Tchornobil' (que para os factoid freaks significa Absinto) ou Chernobyl.

Alguma vez podia ser nosso amigo algo que nos obriga a pôr de parte amigos, sol, família, saúde mental, namorada, trabalho, férias em prol de um sofrido esforço de memória além da capacidade dos melhores discos rígidos do mercado? Alguma vez algo que confunde os dias num suceder de capítulos lidos para aqueles que já habituados a encornar “infumables” devaneios de um jurássico Sr Prof Dr Fulano-com-F-maiúsculo e que eventualmente mais cedo ou mais tarde participará desse Jurassic Club ou num suceder de linhas descodificadas para o comum dos estudantes de medicina que eventualmente engrossará as fileiras dos que realmente praticam/ensinam Medicina, pode ser um amigo?
E naturalmente surge a imagem do irmão-cabrão que todos temos na família (seja ele irmão, primo, tio, cunhada, frequentemente sogra(o), …) e neste momento todos percebem a ânsia do autor do site que tentando animar o pobre estudante a sorrir usa um oxímoro2 em jeito de título do site!  

Fica aqui uma séria sugestão para mudares o título Daniel Pinto

1Já sei já sei Deus escreve direito por linhas tortas…
2 oxímoro |cs| s. m.
Combinação engenhosa de palavras contraditórias ou incongruentes, como bondade cruel, geralmente para efeito epigramático. = OXÍMORON 
PASTELES DE BEBÉ -> Por Neil Gaiman
PASTELES  DE BEBÉ
Por Neil Gaiman


Hace unos años todos los animales se fueron.
Nos despertamos una mañana y ya no estaban allí. Ni siquiera nos dejaron una nota o nos dijeron adiós. Nunca acabamos de entender adónde se habían ido.
Los echábamos de menos.
Algunos pensamos que el mundo se había acabado, pero no era así. Sencillamente, no había más animales. Ni gatos ni conejos, ni perros ni ballenas, ni peces en los mares, ni aves en los cielos.
Estábamos completamente solos.
No sabíamos qué hacer.
Vagamos perdidos un tiempo y entonces alguien señaló que, sólo porque ya no había animales, no teníamos por qué cambiar nuestras vidas. No teníamos por qué cambiar nuestras dietas o dejar de poner a prueba productos que podrían hacernos daño.
Después de todo, aún quedaban los bebes.
Los bebés no saben hablar. Apenas se pueden mover. Un bebé no es una criatura racional y pensante.
Hicimos bebés.
Y los usamos.
Algunos nos los comimos. La carne de bebé es tierna y suculenta.
Los despellejamos y nos decoramos con su piel. El cuero de bebé es suave y cómodo.
Con otros hicimos pruebas.
Les sujetamos los ojos abiertos con cinta adhesiva y vertimos detergentes y champús dentro, de gota en gota.
Los cubrimos de cicatrices y los escaldamos. Los quemamos. Los sujetamos con abrazaderas y colocamos electrodos en sus cerebros. Hicimos injertos y los congelamos e irradiamos.
Los bebés respiraban nuestro humo y en sus venas corrían nuestras medicinas y drogas, hasta que dejaban de respirar o hasta que la sangre les dejaba de correr.
Fue duro, desde luego, pero era necesario.
Nadie podía negarlo.
Si habían desaparecido los animales, ¿qué otra cosa podíamos hacer?
Algunas personas se quejaron, por supuesto. Pero la verdad es que siempre lo hacen.
Así que todo volvió a la normalidad.
Pero...
Ayer, todos los bebés habían desaparecido.
No sabemos adónde se fueron. Ni siquiera los vimos marcharse.
No sabemos qué vamos a hacer sin ellos.
Pero ya se nos ocurrirá algo. Los seres humanos son listos. Es lo que nos hace superiores a los animales y a los bebés.
Ya encontraremos una solución.
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No mínimo, violento, no máximo um aviso tétrico ao que tácitamente aceitamos sem perguntar como ou de onde veio... 

Não à crueldade animal (parece cliché mas hoje deu-me p'r'aí que se lhe há-de fazer)
Um dia nas Urgências ~ Retalhos da vida de um Protomédico
(O objectivo desta crónica é partilhar experiências caricatas usando a liberdade literária para resguardar os intervenientes no caso, com base no respeito e na confidencialidade médico-paciente)

Ora cá estou eu de novo entusiasmado como um puto depois das 12 badaladas em véspera de Natal (digo antes porque com a crise que aí vai de certeza que vai atirar com a bandeja das rabanadas à testa do Pai Natal quando vir o que este lhe traz depois de semanas a fazer de anjinho papudo) finalmente a usufruir do canudo obtido com sangue suor e lágrimas, agora já homologado, reconhecido, etc,etc,... morto por começar a colar vinhetas (bem nem tanto porque cada folha de 48 são 0,75€)

Pois como não podia deixar de ser, em plena fase de hiperactividade prestes a espalhar-me ao comprido no exame de acesso ao Internato Médico 2010 - A, estou em pleno período de implementação no Serviço de Urgência de um Hosp que quanto mais não seja tem um nome com 1,2,3,4,5,6,... 7 siglas separadas por um hífen, sem contar com os "de's"e portanto quanto a outra coisa não sei mas que tem nome pomposo tem!

Hoje último dia de integração, mais uma peripécia curiosa... descobri que quando preciso de chamar um médico, Ei! eu SOU médico!

Já mais que habituado a isso de atender laranjas nas urgências que o vigário a rezar o terço no mês de Maio, pelo constante "push and shove" dos meus colegas séniores que, preocupados com a minha formação só pegam um laranja se ele ameaçar escrever ou algo parecido (ok! tou a exagerar, mas talvez só um pouquinho), preparo-me para mais uma dispneia súbita no adulto.

Leio o que interessa no relatório da triagem de Manchester ou seja nada ao quadrado, e mando todo contente entrar o senhor A., mas como ele não vinha fui buscá-lo à sala de espera dos laranjas (até aqui os laranjas são pessoas em estado crítico agora imaginem na política)

Conversa que segue:
- Bom dia Sr A.! Então porque vem hoje ao SU?
-...
-BOM DIA Sr A., consegue ouvir-me?
-...
-BOM DIA Sr A., consegue ouvir-me? (agora com os nós dos dedos sobre o esterno que é coisa que aleija mas que acorda um morto! E na ausência de coisa maior é meio caminho andado para ressuscitar desde alcoólicos a preguiçosos [desenganem-se os puristas da medicina eu sei que integra a avaliação do estado de consciência de um doente e que corresponde a resposta a estímulo doloroso mas serve quase de igual modo para acordar aqueles mais resistentes])

Depois de me arregalar os olhos, noto que não fala, pergunto à acompanhante se era costume não responder e ela diz que desde hoje de manhã que ele deixou de falar,... MAU!

-Sr A. aperte-me os dedos! (nada) Compreende o que lhe digo? Aperte-me as mãos! (leve aperto do lado direito) -> MAU

Interrogo a senhora sobre déficits neurológicos em Mb Sup Dto, que disse responde que sim, teve um AVC recentemente e saiu do Hospital quase sem sequelas, mas que aquilo não era o estado habitual -> Mau, mau Maria!

Saltamos o relambório de história clínica e passemos ao EF que isto tem pinta de ser preciso um médico A SÉRIO! Sensibilidade e força asimétricos (hemiplegia à direita), sinal de Babinski + -> Fo**-** este tipo 'tá a ter um AVC!!! CHAMEM UM MÉDICO!!! Help!!!(isto é para ser lido como nos desenhos animados em que o cartoon quase sussurra em desespero)

Tentando não entrar em hiperventilação e relembrar-me que agora o burro (médico) sou eu! (parafraseando o Scolari, cá está não faço só referências a escritores mas também a grandes vultos das entrevistas futebolísticas que mesmo sem ter noção de comédia, dão um show que mete qualquer humorista de trazer por casa num bolso). Ora o que é que eu faço, o que é que eu faço? E apesar da primeira resposta ser sempre Chama um médico! Condensei os 6 anos de queimar pestanas, alguns estágios produtivos e bem orientados, espremi tudo bem espremido e no final... NADA!

Até que se fez luz!

TAC...

...e o primeiro impulso seria correr pelos corredores fora com a cabeça andar à roda e a gritar Azul!, mas acho que resisti para o bem do meu futuro, respeito dos colegas e integridade profissional

Este tipo tem que fazer um TAC, e já tudo veio por acréscimo... análises a pedir, medicação a tomar, afinal estava lá, mas mais ou menos escondida. Valeu-me a Dra incumbida de me fazer babysitting nestes primeiros voos a solo confirmar o que eu tinha que fazer, mandamos o Sr. para o TAC,medicamos, pedimos análises, ECG e passamos a recolher a história verdadeira a partir da acompanhante. bláblá, hj aconteceu assim e tal e o camandro,...que eles ate disseram que não sei quê. A minha "nanny" tratou de chamar a neurologia, que quando lhe disse que tinha um AVC nas mãos:
- Nas mãos? Mas isso é na cabeça!
- Não sou eu é o doente!
- Nem nas suas nem nas do doente.
- Não tenho um doente que não tem nada nas mãos, eu é que o tenho nas mãos e ele é que tem um AVC
-Ah! Podia ter dito logo que tinha um AVC em mãos...

Calinadas no português à parte, o certo é que a páginas tantas até a enfermeira da triagem estava metida ao barulho, porque eles vieram e não disseram, e eu que sou pessoa para isso e muito mais até lhes disse que pronto e não sei quê... laranja! E depois nós tínhamos ido lá na base do ai e tal e o camandro! E ela que não era pessoa de deixar as coisas assim reclama que ai e tal não!Depois desta conversa de besugos soubemos novas do paciente que infelizmente não davam muito para eufemizar, mas que passavam pelo internamento que é uma senão a mais importante pergunta que se faz um médico da triagem,das mais: é para internar (a última palavra pertence ao internista, mas compete ao triador (?) selecionar os casos que pareçam convenientes ponderar internamento) ou pode medicar aqui e dar alta para Cons Ext/Med Fam/exterior não vigiado?

Certo é que prognóstico ominoso à parte, num quadro clinico&antecedentes que de si nada tinha de bom sinal, duas lições tirei daqui: no more lap priveleges!, from now on I'm a doctor for all that matters so man up & step up, e dadas as circunstâncias até me safei bem; no tto após um AVC isquémico nunca se deve combinar HBPM e antiagregantes plaquetários pois aumentam a incidência de transformação hemorrágica do território previamente isquémico, é aconselhável sim HBPM, mas em doses profiláticas (que foi coisa que se comentou, mas eu procurarei o estudo e ponho-o aqui)

No final de contas sobrevivi para marrar mais um dia, para que cada vez menos tempo exista entre o "CHAMEM UM MÉDICO" chamem um médico e o "eu até sei o que fazer"
Obrigatório para estudante prestes a fazer prova de acesso ao Internato Médico



Simplesmente a mais pu...ra da loucura!!! Agora fica o desafio vocÊs já sabem acerca de tudo o que ele fala no vídeo???
Pois é,... estudem mandriões, olha para aqui a perder tempo com o net!
Para quem já sabe que vai sacar 90% ou quer Medicina Geral passem no site dos autores desta música cliquem no Ipod de morram de riso se o estudo não vos matou o que resta a um estudante de sentido de humor

http://www.amateurtransplants.net/adam.html


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